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Luiz Paulo Faccioli, professor do Curso de Formação, lança livro de contos

Luiz Paulo Faccioli, professor no Curso Livre de Formação de Escritores da Metamorfose Cursos, lançará seu livro de contos "Primeira Pessoa" no dia 22 de maio, das 18h às 21h, na Torta de Sorvete, rua Dinarte Ribeiro, 148, Porto Alegre. Confira a entrevista com o autor:
 
Metamorfose Cursos: Por que a escolha do título "Primeira Pessoa”?
 
Luiz Paulo Faccioli: Na rápida introdução que escrevi para a coletânea, respondo a esta pergunta de forma mais completa. Não apenas o título, mas toda a concepção está centrada numa ideia que surgiu espontaneamente: enquanto eu produzia esses contos, percebi que um eu se impunha como narrador em todos eles. Não era eu, obviamente, que contava as história, tampouco eu fora protagonista delas, mas aquele narrador rompia com a neutralidade tão nobre da terceira pessoa e me jogava, de certa maneira, para dentro das histórias. Resumindo: todos os contos são narrados em primeira pessoa, daí o título.
 
MC: Existe alguma temática que una os contos do livro?
 
Luiz Paulo: O Marcelo Moutinho, na generosa orelha que escreveu para a coletânea, diz que a gênese do livro está no afeto e suas múltiplas feições. Acredito no que ele diz. Também é dele a observação de que a opção pelo narrador em primeira pessoa é um ponto de interseção entre os diferentes contos. É impressionante a unidade que eu consegui fixando apenas esses dois pilares, o primeiro de forma totalmente involuntária.
 
MC: Os contos foram todos escritos na mesma época?
 
Luiz Paulo: Os contos de Primeira Pessoa foram escritos num intervalo relativamente longo. Algumas das histórias são contemporâneas dos primeiros capítulos do Estudo das Teclas Pretas, lá pelos anos 2001-2002. Os últimos datam de seis ou sete anos depois. Não costumo registrar as datas, até porque estou sempre mexendo nos meus textos e só os considero prontos quando estão publicados.  
 
MC: O que podemos esperar da leitura de "Primeira Pessoa”?
 
Luiz Paulo: O que se espera de qualquer livro: que ele possa emocionar o leitor.
 
MC: Você já escreveu três livros de contos, dois infanto-juvenis, uma novela e participou de várias antologias. O que muda de um gênero para outro, na hora de escrever? Tem algum que seja a sua preferência?
 
Luiz Paulo: Um dos livros que mais me deu prazer escrever foi Cida, a Gata Maravilha, uma novela infantil. Escrever para crianças exige técnica, sim, mas a linguagem é mais simples e o discurso flui com mais naturalidade. Minha meta agora é escrever para adultos com a mesma naturalidade com que escrevo para crianças. E seguir escrevendo para crianças. É maravilhoso. Os livros infantojuvenis que fizemos no grupo Os Seis de POA, em que exploramos muito a fantasia, também me deram muito prazer. Até um personagem gato eu criei. E adorei ter criado.
 
MC: Existe algum conto que seja o seu preferido? Se sim, qual e por quê?
 
Luiz Paulo: Um dos contos de que mais gosto é Café Milena, uma história kafkiana cujo cenário é Praga, minha cidade preferida no mundo. Tratei de registrar tudo o que eu mais gosto naquele lugar e pus nele um personagem misterioso. Eu me identifico tanto com esse personagem que me emociono toda vez que leio o conto. Gosto também dos cinco contos intitulados Amor: são cinco situações extremas em que o amor é posto à prova e nem sempre ele ganha. 
 
MC: Sua última publicação foi em 2008, certo? Por que esse tempo entre a última publicação e a atual? 
 
Luiz Paulo: O escritor está sempre escrevendo, mesmo quando não põe no papel ou no computador. Mesmo quando não publica. Meu primeiro livro foi escrito e publicado em poucos meses, entre 1999 e 2000. O segundo demorou um pouco mais: comecei em 2001 para ser publicado em 2004. Os demais foram produzidos em mais tempo para ser publicados em 2008. Estou falando de livros individuais, porque depois desses publiquei dois com o grupo Os Seis de POA. Não sou escritor de ter método. Estou há anos com um projeto literário na cabeça, fiz algumas tentativas de passar para o papel — literalmente, porque me sentia intimidado pelo computador — e parece que agora me veio a luz para fazê-lo deslanchar. Não tenho pressa para nada. Quero fazer bem feito.


24/04/2019


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